quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Ação Social e Estratégia de Evangelização


A ação social da Igreja não pode ser uma estratégia de evangelização. Um dos objetivos da Igreja no mundo é também a sua ação nesse mundo. Ora se a ação da Igreja na sociedade é um dos seus objetivos, esta não pode ser uma estratégia, pois estratégia é aquilo que fazemos para alcançar o objetivo.

O problema da ação social como apenas uma estratégia é que ela se acaba a partir do momento que houve a evangelização. Assim, se todos estão “evangelizados” não há mais necessidade da ação social. Dessa forma, reduz-se a missão da igreja para angariar novos membros, e não espalhar e promover os valores do Reino de Deus.

- Alexandre Milhoranza

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Universitário se recusa a fazer trabalho sobre Marx


Um estudante universitário de Santa Catarina se recusou a fazer um trabalho sobre o cientista político e economista alemão Karl Marx e resolveu escrever uma carta ao professor do curso de Relações Internacionais e divulgar o conteúdo na internet. A carta, segundo João Victor Gasparino da Silva, de 22 anos, foi uma forma de protestar. “Queria uma universidade com o mesmo espaço para todas as ideias e ideologias, sem proselitismo, sem doutrinação”, explicou. A Universidade do Vale do Itajaí (Univali), na qual o jovem estuda, disse que não vai se pronunciar sobre o assunto. Segundo João Victor, que estuda Relações Internacionais, o pedido do professor foi para que os estudantes respondessem três questões sobre a teoria de Marx. Ele contou que chegou a pensar em responder de forma neutra, mas mudou de ideia. “Algo me segurava, nem cheguei a considerar dar a minha opinião no trabalho. Até que veio a ideia da carta”, disse.

Conforme o estudante, o protesto não foi contra o professor, mas foi uma forma de demonstrar descontentamento em relação à academia. “Faz tempo que estou indignado com o que vem acontecendo em nosso país. Os meios acadêmicos e culturais cada vez mais fechados, os intelectuais de direita cada vez mais lançados ao ostracismo. Resolvi ser a voz de brasileiros que não encontravam espaço para se manifestar, seja por falta de meios, seja pelo próprio medo”, disse.

Ao escrever a carta, o estudante disse que já sabia que iria divulgar na internet, não seria apenas destinada ao professor da disciplina. “Uma amiga blogueira do Maranhão sugeriu divulgar na internet, ela se encarregou disso. Se nosso país realmente tivesse um meio acadêmico e cultural ideologicamente equilibrado, não seria tão necessária esta carta”, argumentou. Confira abaixo a íntegra da carta:



Caro professor,

Como o senhor deve saber, eu repudio o filósofo Karl Marx e tudo o que ele representa e representou na história da humanidade, sendo um profundo exercício de resistência estomacal falar ou ouvir sobre ele por mais de meia hora. Aproveito através deste trabalho, não para seguir as questões que o senhor estipulou para a turma, mas para expor de forma livre minha crítica ao marxismo, e suas ramificações e influências mundo afora. Quero começar falando sobre a pressão psicológica que é, para uma pessoa defensora dos ideais liberais e democráticos, ter que falar sobre o teórico em questão de uma forma imparcial, sem fazer justiça com as próprias palavras.

Me é uma pressão terrível escrever sobre Marx e sua ideologia nefasta, enquanto em nosso país o marxismo cultural, de Antonio Gramsci, encontra seu estágio mais avançado no mundo ocidental, vendo a cada dia um governo comunista e autoritário rasgar a Constituição e destruir a democracia, sendo que foram estes os meios que chegaram ao poder, e até hoje se declararem como defensores supremos dos mesmos ideais, no Brasil. Outros reflexos disso, a criminalidade descontrolada, a epidemia das drogas cujo consumo só cresce (são aliados das FARCs), a crise de valores morais, destruição do belo como alicerce da arte (funk e outras coisas), desrespeito aos mais velhos, etc. Tudo isso sintomas da revolução gramscista em curso no Brasil. A revolução leninista está para o estupro, assim como a gramscista está para a sedução, ou seja, se no passado o comunismo chegou ao poder através de uma revolução armada, hoje ele buscar chegar por dentro da sociedade, moldando os cidadãos para pensarem como socialistas, e assim tomar o poder. Fazem isso através da educação, o velho e “bom” Paulo Freire, que chamam de “educação libertadora” ou “pedagogia do oprimido”, aplicando ao ensino, desde o infantil, a questão da luta de classes, sendo assim os brasileiros sofrem lavagem cerebral marxista desde os primeiros anos de vida. Em nosso país, os meios culturais, acadêmicos, midiáticos e artísticos são monopolizados pela esquerda há meio século, na universidade é quase uma luta pela sobrevivência ser de direita.

Agora gostaria de falar sobre as consequências físicas da ideologia marxista no mundo, as nações que sofreram sob regimes comunistas, todos eles genocidas, que apenas trouxeram miséria e morte para os seus povos. O professor já sabe do ocorrido em países como URSS, China, Coreia do Norte, Romênia e Cuba, dentre outros, mas gostaria de falar sobre um caso específico, o Camboja, que tive o prazer de visitar em 2010. Essa pequena nação do Sudeste Asiático talvez tenha testemunhado o maior terror que os psicopatas comunistas já foram capazes de infligir sobre a humanidade, primeiro esvaziaram os centros urbanos e transferiram toda a população para as zonas rurais. As estatísticas apontam para uma porcentagem de entre 21% a 25% da população morta por fome, doenças, cansaço, maus-tratos, desidratação e assassinadas compulsoriamente em campos de concentração no interior. Crianças também não escaparam, separadas dos pais, foram treinadas para serem “vigias da Revolução”, denunciando os próprios familiares, quando estes cometiam “crimes contra a Revolução”. Quais eram os crimes? Desde roubar uma saca de arroz para não morrer de fome, ou um pouco de água potável, até o fato de ser alfabetizado, ou usar óculos, suposto sinal de uma instrução elevada. Os castigos e formas de extermínio, mais uma vez preciso de uma resistência estomacal, incluíam lançar bebês recém-nascidos para o alto, e apanhá-los no ar, utilizando a baioneta do rifle, sim, isso mesmo, a baioneta contra um recém-nascido indefeso.

Bem, com isto, acho que meu manifesto é suficiente para expor meu repúdio ao simples citar de Marx e tudo o que ele representa. Diante de um mundo, e particularmente o Brasil, em que comunistas são ovacionados como os verdadeiros defensores dos pobres e da liberdade, me sinto obrigado a me manifestar dessa maneira, pois ele está aí ainda, assombrando este mundo sofrido.

Para concluir gostaria de citar o decálogo de Lênin:

01. Corrompa a juventude e dê-lhe liberdade sexual.

02. Infiltre e depois controle todos os veículos de comunicação em massa.

03. Divida a população em grupos antagônicos, incitando-os a discussões sobre assuntos sociais.

04. Destrua a confiança do povo em seus líderes.

05. Fale sempre sobre Democracia e em Estado de Direito, mas, tão logo haja oportunidade, assuma o poder sem nenhum escrúpulo.

06. Colabore para o esbanjamento do dinheiro público; coloque em descrédito a imagem do País, especialmente no Exterior, e provoque o pânico e o desassossego na população.

07. Promova greves, mesmo ilegais, nas indústrias vitais do País.

08. Promova distúrbios e contribua para que as autoridades constituídas não os coíbam.

09. Contribua para a derrocada dos valores morais, da honestidade e da crença nas promessas dos governantes, nossos parlamentares infiltrados nos partidos democráticos devem acusar os não comunistas, obrigando-os, sem pena de expô-los ao ridículo, a votar somente no que for de interesse da causa.

10. Procure catalogar todos aqueles que possuam armas de fogo, para que elas sejam confiscadas no momento oportuno, tornando impossível qualquer resistência à causa.

Obrigado, caro professor, pela compreensão.



Ass.: João Victor Gasparino da Silva
(G1 Notícias)

Nota: O que João sentiu em relação a Marx vários outros alunos sentem com respeito a Darwin e ao darwinismo. A teoria da evolução é apresentada nas escolas e universidades como verdade científica, sem que sejam discutidas suas insuficiências epistêmicas. Frequentemente, quando algum aluno apresenta suas discordâncias do modelo, é ridicularizado e rotulado de “fundamentalista” e/ou “criacionista de mente estreita”. Quase ninguém sequer se detém a ouvir os argumentos desses “descrentes de Darwin”. A intolerância tem muitas faces. [MB]



segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

10 Maneiras de Afastar seu Filho de Deus e da Igreja

 
01: Diante das menores dificuldades, tais como indisposição, chuva, frio, cansaço, não vá aos cultos. Com isso, seu filho vai crescer com a ideia de que frequentar as reuniões não é assim tão necessário.

02: Quando estiver à mesa ou em reuniões de família, faça comentários ou críticas ao ensino do pastor ou dos líderes. Com isso, seu filho crescerá não tendo respeito por eles, nem dando créditos aos seus ensinos.

03: Cuide para que seu filho cresça em um lar que não seja diferente de qualquer outro não cristão. Afinal, que valor há em aplicar princípios da Palavra de Deus a todos os aspectos da vida familiar?

04: Gaste diante da TV e na internet todo seu tempo que passa em casa ao invés de separar parte dele para a leitura da Bíblia, devoções em família e oração. Basta apenas orar na hora das refeições. Com certeza, seu filho aprenderá que estudar a Palavra de Deus não tem tanto valor para você.

05: Fale mal da vida dos outros irmãos em Cristo; depois, ao encontrá-los na igreja, cumprimente-os com um largo sorriso. Com isso, seu filho terá a impressão de que a vida cristã é pura hipocrisia, e não desejará o mesmo caminho.

06: Nunca fale ou ressalte pontos importantes das leituras bíblicas e da mensagem do pastor com seus filhos e amigos. Assim seus filhos perceberão que a Bíblia e a mensagem de Jesus devem ser ouvidas, mas só na igreja.

07: Tire férias do trabalho e viaje sem se importar com a possibilidade de participar de cultos durante a viagem ou ler a Bíblia. Assim seus filhos entenderão que diversão, férias, descanso e Deus não combinam.

08: Quando as visitas chegarem, leve-as ao parque, ao centro da cidade, ao cinema, ao shopping, mão não as leve aos cultos. Assim seus filhos compreenderão que a igreja não é o lugar para levar amigos.

09: Quando for ofertar, nunca comente com seus filhos que isso é um ato de gratidão em resposta ao amor e a ação de Deus em sua vida; que esse valor serve também para manter o trabalho da Igreja. Assim eles entenderão que até Deus “cobra taxa” pelos serviços religiosos.

10: Quando você tiver algum desentendimento com familiares ou vizinhos, nunca busque na Bíblia ou no aconselhamento cristão a solução do problema. Jamais diga: “preciso perdoar esta ou aquela pessoa, pois Jesus me perdoou primeiro para eu também poder perdoar os outros”. Assim seus filhos entenderão, com muita facilidade, que Jesus não tem experiência nem orientação para lidar com pessoas difíceis.


LEMBRE-SE:Eduque a criança no caminho em que deve andar, e até o fim da vida não se desviará dele” (Pv 22.6). E não esqueça de que Jesus Cristo sabe que você precisará do seu amor, do seu perdão e da sua orientação para cuidar destes presentes (seus filhos) que Deus lhe deu.


Adaptação Pastor Carlos Kracke
Publicada por Tia Help


domingo, 22 de fevereiro de 2015

Crescimento vs. Pregações e Estudos Bíblicos


E se ao invés de se preocupar com o seu crescimento, a Igreja se preocupasse em ter boas pregações e estudos bíblicos? Será que Deus não promoveria o seu crescimento naturalmente?
 
Esse foco no crescimento está matado a Igreja, que deveria pensar somente em pregar e ensinar a Bíblia.

O crescimento é obra de Deus. Assim, cada vez que nos preocupamos com isso, inconscientemente estamos dizendo que não confiamos na obra que Deus mesmo realiza.

- Alexandre Milhoranza

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Corrupção inata vs. Sistemas Econômicos


O movimento de esquerda está sentindo na pele que um igualitarismo baseado em um sistema político tendo como fonte de valor os próprios seres humanos jamais irá funcionar como ascensão econômica e moral.

Apesar do homem praticar em minoria ações de bondade, ele jamais irá por si mesmo fazer o que é bom por causa da maldade condicionada pelo pecado que há em seu ser.

Até quando a humanidade insistirá em querer fazer o que é bom sendo que ela insiste ser o centro dos valores morais, onde tudo é relativo e não há nada de concreto?

A sociedade não pode evoluir por meio de um sistema no qual os integrantes são todos corruptos pelo mal em sua essência e os mesmos são os que formam o sistema.

Um círculo vicioso, um círculo falível.

Rodrigo A. Teixeira 
 

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Missionários ou Impostores


Encare a realidade que somos missionários de Cristo independentes da atividade que exercemos em nossas congregações; se você confessa o nome de Cristo, mesmo que você não tenha a noção da responsabilidade que isso implica, você é um missionário de Cristo.

O fato é: que tipo de missionário de Cristo você tem sido???

Pare, pense e aja.


terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

05 Expressões evangélicas sem sentido usadas nas igrejas


5 – EXORTAR
Essa expressão é usada de modo equivocado em 100% das Igrejas. Segundo qualquer dicionário, exortar significa “animar, incentivar, estimular”. Logo, exortar o irmão que está em pecado na verdade não significa repreende-lo. Quem está vivendo no erro não precisa de um incentivo, mas de um auxílio.

4 – LEVITA
Essa morreu no Antigo Testamento. Os Levitas eram descendentes da Tribo de Levi, e eram encarregados de TODO O SERVIÇO no Templo. Mas Levita tem sido usado como sinônimo de músico. Besteira pura! Pra começar a música no serviço Levítico era a menor das tarefas. A faxina, organização e carregar peso nas costas, isso sim era a parte mais importante do trabalho. Levando em conta que não somos judeus, não somos descendentes daquela tribo e também lembrando que o Templo não existe mais, então estamos dispensados do serviço Levítico. Músico é músico. Ponto.

3 – PROFETA
Segundo a bíblia, profeta é aquele que revela a vontade de Deus ao povo. Simples assim. Porém tornou-se comum considerar que profeta é uma espécie de adivinho. Heresia pura! Considerando que TODA A REVELAÇÃO está em Cristo Jesus e que o conhecimento acerca desta revelação está contida nas escrituras, um profeta legítimo não deve adivinhar nada, mas proclamar de maneira compreensível as coisas que estão contidas na palavra de Deus. Por isso Paulo afirma que o dom de profetizar é o dom mais excelente. E se você ainda paga pau pra adivinhos, lembre-se que ADIVINHAÇÃO é pecado.

2 – UNÇÃO
Como dizem por aí, UNS SÃO, outros NÃO SÃO. Agora falando sério… a expressão unção virou clichê na boca de crente. É unção disso, unção daquilo… tudo sempre buscando atender ao interesse econômico; ou garantindo o controle das massas sob o pretexto de que UNÇÃO É PODER. Pra começar no Novo Testamento a palavra unção só é usada no sentido de afirmar que Cristo está em nós. Logo, ter unção é ter Cristo. Em todos os outros contextos, há ensinos explícitos sobre o ato de “ungir” pessoas, que seria orar com óleo, pedindo a Deus por curas específicas. Há algum poder neste óleo? Não mesmo. Mas é bom lembrar que no contexto bíblico, óleo também era considerado remédio para muitas doenças.

1 – ATO PROFÉTICO
Essa é a campeã da lista de heresias. Se sua igreja usa essa expressão, então a teologia por aí tem sido profundamente contaminada com valores neo-pentecostais. Pra começar não existe a expressão “ato profético” na Bíblia. Essa expressão surgiu na verdade como uma tentativa de disfarçar o conceito de podemos fazer coisas que “movem a mão de Deus” na direção de nossos desejos. Ou seja, heresia pura


domingo, 15 de fevereiro de 2015

O Deus Amordaçado: Prefácio




Meu interesse no assunto do pluralismo surgiu a partir de vários tipos bem distintos de experiências. O primeiro é a sempre presente necessidade de entender sua própria cultura. Essa necessidade parece mais premente para aqueles que mudam de uma cultura para outra: a mobilidade deles os expõe a uma grande diversidade de percepções incitando-os, por fim, a se perguntarem o que faz com que seu próprio mundo "faça sentido". A necessidade de entender a própria cultura não é menos desafiadora para os que gostam de ler biografias e outros estudos históricos: à medida que formamos nossa opinião sobre os movimentos e períodos passados, começamos a especular o que as pessoas dirão um dia sobre nossa própria cultura e período da história. Claro que a percepção em retrospectiva é sobre-estimada: não é caracterizada nem um pouco pela acuidade que algumas pessoas lhe atribuem. Não obstante, a percepção em retrospectiva é muito mais acurada que o prognóstico sobre o futuro (a mais infame fantasia dos horóscopos e das ciências sociais); também é mais perceptiva que a maioria das avaliações do presente. No entanto, uma vez que vivemos no presentem ele é o que temos de tentar entender, independentemente de quanta luz tentemos derramar sobre o assunto a partir do passado. E o tema comum da grande maioria dos comentaristas que tentam definir a cultura ocidental do fim do século XX é o pluralismo. Assim, foi inevitável ser atraído pela vasta literatura sobre esse assunto e me encontrar lutando com esse tema.

O segundo tipo de experiência que me levou a pensar sobre esses assuntos surgiu da minha vocação como professor cristão. Ensino hermenêutica há muitos anos. Observei a hermenêutica mudar da arte e ciência da interpretação bíblica para a "nova hermenêutica" e para a desconstrução, com muitas paradas ao longo da jornada e muitas estradas laterais interessantes. Todos que refletem sobre essas coisas logo reconhecem as muitas formas do pluralismo contemporâneo ligadas a determinadas abordagens da hermenêutica. Um professor cristão não pode refletir muito sobre a primeira sem ler a última de forma mais ampla. A nova hermenêutica, como antídoto às declarações arrogantes do conhecimento positivista comum de um século atrás, é, de forma revigorante, comedida. Contudo, exatamente quando se espera que ela nos ensine humildade, ela se torna a ideologia predominante da nossa época. A nova hermenêutica nos ameaça com um novo totalitarismo ideológico que é fracamente alarmante em suas declarações e prescrições.

O terceiro tipo de experiência que me incitou a refletir sobre as características do pluralismo contemporâneo teve origem em minha vocação como pregador cristão. Por exemplo, hoje as missões em universidades devem lidar com abordagens e percepções de mundo substancialmente distintas de qualquer coisa que tive de enfrentar trinta anos atrás como estudante de graduação. Muitas dessa diferenças não são nada além da produção de uma forma ou outra de pluralismo, tanto no mundo acadêmico quanto na cultura como um todo.

Escrevo como cristão. Pergunto-me às vezes, em meu estado de espírito mais sombrio, e por alguns dos mesmos motivos, se a feia face daquilo a que me referi como pluralismo filosófico é a ameaça mais perigosa ao evangelho desde o surgimento da heresia gnóstica no século II. Parte do perigo surge do fato de que a nova hermenêutica e suas mais variadas ramificações não estão totalmente erradas: seria mais fácil censurar e criticar uma ideologia total e completamente corrompida. Mas outra parte do perigo deriva da dura realidade de que a nova hermenêutica e suas mais variadas ramificações, até o ponto em que consigo ver, estão com frequência profundamente erradas - e são tão populares que se tornam perniciosas. Suspeito que, em uma forma mais feliz, dar voz a essa suspeita soa austero demais - e a verdade, em todo caso, é que estou mal equipado para fazer esse julgamento. Além disso, o pós-modernismo provou ser um tanto bem-sucedido em minar o excesso de confiança do modernismo, e nenhum cristão ponderado pode ficar totalmente triste em relação a isso. Em todo caso, não se pode negar de forma razoável que os desafios contemporâneos são extraordinariamente complexos e dolorosamente sérios.

A complexidade do assunto deixa uma difícil escolha para um autor. Pode-se optar por um livro popular que pesquise de forma superficial uma grande quantidade de material ou optar por um livro profundo examinando uma pequena parte do assunto. Escolhi vaguear pelos dois caminhos simultaneamente: boa parte desse livro pinta com um pincel bastante abrangente, mas aqui e ali lido com aspectos particulares do desafio, pipocando abaixo da superfície a fim de tratar de algumas questões que me parecem mais urgentes ou talvez sejam menos bem avaliadas na literatura. Se alguma das páginas seguintes conseguir despertar alguns cristãos para a sensibilidade inteligente e cultural e para a fidelidade apaixonada pelo evangelho de Jesus Cristo ou se encorajar alguns descrentes ponderados a examinar mais uma vez os fundamentos e assim descobrir que Jesus é Senhor, ficarei profundamente agradecido.

[...]
 
Devo falar algo sobre a estrutura deste livro. O primeiro capítulo apresenta o pluralismo em suas diversas formas, trazendo à tona muitos pontos que são explorados em detalhes mais adiante no livro. Assim, é inevitável que tenha havido algumas sobreposições entre o capítulo 1 e os capítulos posteriores, mas julgou-se que o ganho em ter um panorama geral valia o preço de repetições menores.

O título O Deus amordaçado foi usado pela primeira vez em um livro de Gavin Reid. Seu título completo era O Deus amordaçado: o fracasso da igreja em se comunicar na era da televisão (London: Hodder & Stoughton, 1969). Seu subtítulo explica o que Reid pretendia com o título. Meu uso das mesmas palavras, conforme os leitores descobrirão, tem dois sentidos. Eles também descobrirão que o Senhor, a despeito de todo nosso esforço para amordaçar Deus, ainda está aqui e não está em silêncio (como Francis Schaeffer costumava dizer).

 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

A Necessidade de Nascer de Novo

Desde que somos criaturas e pecadores, a verdade de Deus só pode ser recebida como uma dádiva de sua condescendência que vence nossa resistência instintiva a ele e ilumina nossas mentes obscurecidas. Em termo bíblicos, não podemos conhecer Deus e a sua verdade até que venhamos a nascer de novo (João 3.3).

Este milagre do novo nascimento e iluminação vem sempre associado a uma resposta ao evangelho (ou "boas novas") que se encontram no âmago da fé cristã. Esta maravilhosa mensagem a princípio não parece ser "boas" novas, pois ela nos confronta com nosso pecado, nossa fraqueza moral, nossa cegueira intelectual e o fato sombrio da ira de Deus contra nós. Mas, ao mesmo tempo, ela nos assegura do seu amor todo-poderoso pelos pecadores, expresso no dom de seu filho Jesus Cristo que morreu na cruz pelos homens e mulheres pecadores. O evangelho nos chama para afastar-nos do pecado e nos rendermos à misericórdia de Deus, que nos é oferecida em Cristo.

Ao responder a esse chamado, confiando simplesmente, experimentamos um novo começo em nossas vidas, um novo nascimento, e com ele uma nova capacidade para compreender a revelação de Deus e responder a ela. Se somos verdadeiros cristãos, esta primeira implicação já é uma realidade para nós, mas este axioma bíblico é muito importante: "Se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus." Este princípio opera através de toda a nossa vida cristã. Deus apresenta esta verdade apenas aos humildes. À medida que nos aproximamos em completa dependência, reconhecendo nossa ignorância pecaminosa e nossa constante necessidade de iluminação divina, ele se inclina para nós em graça e nos concede repetidamente o dom da sua verdade.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Petrobras x Aumento da Passagem



Em meio a denúncias de esquema de corrupção na Petrobras, somem R$ 88 bilhões. Movimentos sociais e esquerdistas, nem comentam.

Sobe luz, ninguém reclama, IPTU subiu...cri cri cri. 

Inflação disparando, ninguém diz anda.

Pacote de aumento geral de impostos e tarifas. Não ouvi um grito de revolta.

Cortam direitos trabalhistas, ok, eles silenciam.

Mas ai sobe a passagem, vamos para rua.
Protestos. Revolta. Vamos parar o Brasil .

Brasileiros atolados em corrupção e violência, péssimos serviços de saúde, educação zero. Uma das maiores cargas tributarias do mundo.

Mas se puder andar de graça no busão, tá tudo beleza .